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Por Joca oeiras
A comemoração festiva da posse de um novo desembargador – isso deve até ser público e notório – não teria, normalmente, o condão de tornar-se notícia no “Portal do Sertão”. Mas a cerimônia da posse do novo magistrado, o antigo Promotor de Justiça Erivan José da Silva Lopes, ocorrida há pouco mais de uma semana no Tribunal de Justiça do Piauí, reveste-se de um caráter particularmente caro ao nosso sítio virtual. Explico: além dos laços de amizade que o unem ao presidente da FNT e de suas ligações sentimentais com a Primeira Capital, onde foi Promotor de Justiça, o novel Desembargador marcou presença, em 02 de junho de 2006, na inesquecível cerimônia de lançamento do próprio Portal. Representava, na oportunidade, a Procuradoria Geral de Justiça do Estado do Piauí.
A cerimônia de posse transcorreu sem maiores incidentes. Os discursos que marcaram a solenidade; nenhum deles, para o bem de todos e felicidade geral dos convidados, caracterizou-se pela enrolação ou por arroubos lingüísticos desnecessários. Todos destacaram a juventude (41 anos) do empossado.
Falando em nome do MP Estadual, o Procurador-Geral da Justiça Augusto César de Andrade defendeu – em meio a elogios, de praxe, ao novo desembargador – a Instituição do Quinto Constitucional, criada por Getúlio Vargas e mantida na Constituição de 1988 – que ele, como Ulisses Guimarães, chamou de “Constituição Cidadã” expressão que, há anos, não ouvia – o que faz com que um desembargador, de cada cinco, advenha do Ministério Público. Para ele, o Instituto areja e democratiza o Poder Judiciário.
Convidado a pronunciar-se em substituição a um outro Desembargador que não pôde fazê-lo por motivo de saúde, o Dr. Sebastião Ribeiro Martins, presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Piauí, fez o que prometeu fazer: proferiu um voto de confiança na escolha do Governador do Estado baseando-se, para tanto, em dados da vida pregressa do novo Desembargador.
O Discurso do empossado, talvez inspirado no sentimento generalizado da sua juventude – 41 anos, para um desembargador, é o mesmo que ser um menino imberbe, comparação feita, aliás, pelo próprio Erivan – fez um discurso marcado pela leveza e descontração citando Clarice Lispector, Vinicius de Morais e, até, Renato Russo e não qualquer um dos grandes jus doutrinadores, isto, como confessou, de forma deliberada pois decidira enfrentar “o desafio de fazer um discurso que não falasse da ciência de Ulpianus, que não falasse de processo e nem de prestação jurisdicional, que não invocasse Calamandrei, Chiovenda, Canotilho, Bevilaqua ou mesmo, Rui”.
Assim, sem discursos indigestos, os convidados puderam apreciar melhor o buffet que foi, em seguida, servido, e confraternizar com alegria, como se pode constatar nas fotos tiradas na ocasião.































































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