CADASTRO
Nome:
Email:
 
  Editorial
  Nogueira Tapety
  A Fundação
  A Cidade
  Oeirensidade
  Projetos
  Participe
  Loja Virtual
  Notícias
  Artigos
  Painel Científico
  Cenas Sertanejas
  Reportagens Especiais
  Entrevistas
  Ensaios Fotográficos
  Mural
  Memória de Oeiras
  Fábrica de Sonhos
  Blog do Stefano
  Blog do Marcos Vilhena
  Fã do João Cláudio Moreno
  Links
  Fale Conosco
 
Shara Jane
 
Shara Jane - 17/11/2008 - 00:00

Iluminuras em papel: miniaturas da poesia de Manoel de Barros

O que são minhas iluminuras? O que elas representam? Como iniciei sua criação? Para mim, elas são rabiscos metafóricos, miniaturas em forma de cartões – povoações advindas da poesia de Manoel de Barros e das iluminuras de sua filha Martha Barros. E, sobre a arte de sua filha, Manoel de Barros elaborou um pensamento que acho ajuda a entender o que são iluminuras. Ele diz:

tinha que existir uma pintura totalmente livre da dependência da figura-objeto que como a música não ilustra coisa alguma, não conta uma história, não conta um mito. Tal pintura contenta-se em evocar os reinos incomunicáveis do espírito, onde o sonho se torna pensamento, onde o traço se torna existência.

Inspirada nas palavras do poeta, passei a produzir inúmeros cartões com frases de Manoel que passei a doar para amigos próximos e distantes. Tudo começou quando fui convidada para falar da poesia manoelina no Projeto Palco Giratório, do SESI, no teatro 4 de setembro, em 2004. Naquela época, fiz a abertura da peça Um homem de Barros.  Essa experiência inesquecível intensificou a minha aproximação com o poeta, e durante a pesquisa tudo o que queria era encontrar palavras que dissessem do encantamento que este ser me traz. Ou seja, o que eu queria era fazer brinquedo com as palavras. Fazer coisas desúteis. Eu queria avançar para o começo. Chegar ao acriançamento das palavras.
E foi assim que Manoel de Barros passou a povoar minha vida e me mostrou que o ofício de poeta é o de escovar as palavras para escutar os primeiros sons, pois para ele as palavras possuem no seu corpo muitas oralidades remontadas e muitas significâncias remontadas. Este aforismo revelou-me o mistério que me une ao poeta: em mim, habita o amor que tenho pelas pessoas simples e pelos seres vindos da natureza, e aprendi a amar esses seres com meu pai que ama os passarinhos (ele sabe a hora que eles cantam!), os igarapés, o mar, seus peixes, garças e chão batido.
Deixo agora ao olhar dos leitores e leitoras da FNT meus pequenos desenhos, rabiscos que não pretendem – misturas de giz de cera, pastel, caneta porosa e poesia manoelina, que Joca – esse amigo andarilho – pediu para mostrá-los a vocês. Espero que se encontrem comigo e façam disso inspiração para seus encontros e criações.

 





































5 comentários
 
Tenho certeza de que Shara é "um caso de poesia". Da vontade de cheirar as ilustrações, de comer... Sei lá, de levra pra casa. Sou encantada pela sua forma de viver a poesia. Obrigada por nos proporcionar ste prazer.
Comentado por
Vania Almeida em 20/11/2008 - 11:56
Täo colorido e atravessado por rios de palavras que nem é Shara. Imprevisivelmente menina, no afã de abrir novas portas e povoar outros continentes. "Poesia é o mel das palavras" e Shara é uma reserva de amizade em extinção. Sou contente de ser cúmplice de algumas de suas desmesuras. bjs
Comentado por
gloriadi[ogenes em 19/11/2008 - 00:46
Shara não tem como não dizer qsao lindas essas iluminuras...q não sao vibrantes...q suas formas e suas cores nos desperta vida.Como cada verso escolhido para cada cartao se completam...se entendem. E eu sei q essa foi uma das formas q você me mostrou para abrir meus caminhos... para q como você eu encontre o meu EU. Obrigada!
Comentado por
luciara façanha em 19/11/2008 - 00:44
Rosa minha cúmplice que alegria abrir o site, ler o texto e já encontrar um comentário seu. Obrigada pelas palavras, elas preenchem meu ser e me fazem mt mt feliz!!! Um beijo.
Comentado por
shara em 18/11/2008 - 10:02
Eu "queria era encontrar palavras que dissessem do encantamento que este ser (Shara Jane) me traz". A Shara (é assim que se escreve, mas se pronuncia Sara. rsrsrs), consegue com divina graça dizer tudo que sinto da vida, da história, dos seres: "o que eu queria era fazer brinquedo com as palavras. Fazer coisas desúteis." Fazer coisas desúteis é tudo que tenho feito, e a vida acolhe isso com benevolência, e as transforma em utilidade pra alma de muitos. Vejo em Shara uma cúmplice, da vida...de uma vida que não se ver, mas que se toca, se sente.
Comentado por
rosa melo em 17/11/2008 - 17:52
Comente esta matéria:
Nome:
E-mail:
Comentário:
 
  Visual CAPTCHA
Código de validação
 Ver Todos
Iluminuras manoelinas da Shara Jane
 
André Pessoa
Cícero Manoel
Cláudio Oliveira
Edmo Campos
Frederico Ponzio
Joca Oeiras
Kais Ismail
Lilian Alves
Lúcia Vanda
Paulo Machado
Paulo Moura
Rosa da Caatinga
Shara Jane
Stefano Ferreira