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Clara de Mello e Silva
 
- 28/02/2009 - 00:00

Eu tenho amor à minha terra.

Advertência aos maledicentes de Plantão!

A autora do texto abaixo, Clara de Mello e Silva tem quinze anos e, não há que negar, é filha de dois grandes e famosos artistas piauienses, a saber o humorista do Piauí  João Cláudio Moreno e a carismática cantora e, ultimamente, escritora, Patrícia Mellodi. Sei que, certamente, isso bastará para que estes plantonistas do mal dizer concluam que a sua colaboração só foi publicada aqui como forma de adulação aos pais. Aos honestos, porque sei que há maledicentes honestos, pedimos que segurem um pouco suas línguas ferinas e leiam o texto da Clarinha até o final para, só depois disso, fazerem o seu julgamento. Os demais, não temos a menor dúvida, farão o que bem entenderem...(os editores)


Sou bairrista mesmo, nacionalista, porque o meu Santo de Casa faz milagre.

Eu falo com sotaque carioca, mas meu sangue é quente, é dessas bandas. Ferve com batuques de maracatu e de forró, porque na barriga eu já ouvia a sanfona, o rei do baião e passava pelo meu cordão umbilical a carne de sol, marizabel e baião de dois.

Fui concebida aqui, e aqui vi o mundo pela primeira vez, e tenho orgulho ao olhar na identidade a minha origem de cultura rica, de história, de beleza.

A sede da minha alma só se mata com cajuína, os meus heróis lutaram na batalha do jenipapo, minha fé é sentir os olhos enchendo d'água nas romarias e procissões ao ver um povo bom que não se cansa e vai agradecer à Deus pelo pouco que tem, meu mar é o Parnaíba, que é o maior das américas e eu, como os primeiros homens, pisei primeiro nestas terras, eu tenho a serra da capivara, eu tenho sete cidades de beleza natural, minha terra tem palmeira, minha terra tem carnaúba e meu paraíso, aqui.

O Piauí é único Estado do nordeste cuja capital não tem praia mas o litoral, embora de curta extensão, é o mais lindo não só do Brasil, mas do mundo.A minha poesia é de cordel, meu descanso é de rede, meu pôr-do-sol é no Caldeirão (1) e minha orla, é no Poty.

Minha terra não consome, não compra, não vende, representa pouco no PIB do Brasil e, então, não tem valor. Mas meus valores nunca foram estes, mesmo! Nunca me acostumei, porque moro nesse mundo mas minha casa é aqui e não há nada no mundo como o nosso lar.

Eu sou daqui, eu sou daqui, eu sou daqui. E me emociona como mais nada essa terra seca e esse chão rachado coberta de verde pelos carnaubais.

Falo mal, me queixo mesmo, "é quente, é pobre, é pouco". Mas minto,omito, é muito, é tudo. Que mais ninguém levante a voz pra falar da minha terra!

Clara de  Mello e Silva tem 15 anos e é autora da livro “As Maluquices do Papai”


Domingo no rio com papai


Ansiosos pra tão esperada valsa.


Aniversário Clara


Nos dias que passamos juntos somos assim, inseparáveis.


Tentando agradecer à mamãe por tudo.


Ainda criancinhas, recém chegadas no Rio


Duas crianças passeando pelo Rio


A resposta pra pergunta "Quantos anos você tem, Clara?"


Amiga e companheira de todas as horas, Bia


Papai, ainda com medo que eu quebrasse!


Quando papai resolve ser fotógrafo





Brincando de ser clara como a luz do sol


Em close-up.


Primeiro livro, As maluquices do papai.

6 comentários
 
Parabéns Clarinha pelo seu artigo. Esta muito bom! Desnecessário a nota introdutoria, pois todo mundo já sabe das "habilidades" do responsável.
Comentado por
Francisco José Silva Martins em 28/02/2009 - 18:10
A mocinha tem a quem puxar. Insere-se na máxima "quem sai aos seus não degenera",. Agora, de quem é mesmo o texto que antecede a crônica? Nunca ouvi falar em "maledicentes honestos".
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João José Magalhães em 01/03/2009 - 10:18
Querido João José: Fui eu quem redigiu a nota. E não o fiz para julgar ninguém, que nem gosto de fazer isso. Sinceramente não vejo incompatiblidade entre a honestidade e a maledicência mas, se você verificar, me dirijo aos maledicentes em geral, isto é, imagino que muitos deles ou até a maioria, se considerem honestos e, portanto, leiam o texto antes de formular o juízo preconceituoso. Este é o meu objetivo, não jular nem ofender quem quer que seja. Espero que a minha resposta o satisfaça. beijos e abraços do Joca Oeiras, o anjo andarilho
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Joca Oeiras em 01/03/2009 - 10:52
Enfim, ainda estava meio com vergonha de mostrar o texto, com receio de não ter grande aprovação, mas fiquei muito feliz ao ver que já foi pra vários outros blogs. Creio que é um bom sinal! Obrigada pelos elogios e ao Joca, pelo pedido de publicação, me deixou muito feliz.
Comentado por
Clara em 01/03/2009 - 23:12
"Maledicência" é sinônimo de "difamação". E não conheço difamador honesto. A crônica da Clarinha por si bastava. A advertência é extemporânea.
Comentado por
João José Magalhães em 02/03/2009 - 09:31
Essa menina moça tem alma de anjo, cultura de adulto, emoção de artista e esbanja o poder de encantar. Fui presente nas primeiras palavra de seu livro "AS MULUQUICES DE PAPAI". Posso afirmar com todas as letras que, em cada rabisco, cada ideia e em cada criação ,era sua essencia que explodia, o amor pelo pai que jorrava em forma de letras, a fervura de um dom recheadfo de talento, era a meguice na critica, e uma emotiva revelação literaria . Clarinha é uma fonte inesgotavel de surpresa, amor, seriedade e autenticidade. Essa menina não é um peixinho é uma sereia inedita.
Comentado por
aura valesia em 29/04/2009 - 11:01
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